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E d u c a r e


AÇÕES DE AMOR

Adonis Lisboa

 

 

 

No teu olhar

Escrevi meu nome

Saciei a fome

De um amor

Incondicional

 

Pra te olhar

Transgredi valores

Superei temores

Só pra te amar!

 

No teu colo

Pisei no solo

Movediço da paixão

Ah! Paixão

Quem tomará conta de nossos corações?



Escrito por Adonis Lisboa às 00h39
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PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

 Adonis Marcos Lisboa

 

A Psicomotricidade Relacional é uma linha da Psicomotricidade criada pelo educador francês André Lapierre na década de 1970. Como o próprio nome diz, esta área enfatiza a relação entre as pessoas, professor e aluno, psicomotricista e paciente. São três suas áreas de atuação: a educação, a reeducação e a terapia. Para as três há necessidade de uma formação específica, porém para a última há necessidade de maior aprofundamento e de terapia pessoal do psicomotricista.

As aulas de psicomotricidade relacional são realizadas em salas amplas ou ginásios (menores) que tenham um piso adequado para sua realização, que seja agradável ao contato e quando possível com espelhos. Nessas sessões o aluno pode criar livremente seus jogos com os materiais disponibilizados, que são: bolas, arcos, cordas, tecidos, caixas, almofadas, bastões, papéis, dentre outros. Dessa forma, investe-se no desenvolvimento da imaginação, que é o grande diferencial do homem em relação aos outros animais. O aluno age livremente, sem a ordem imposta pelo adulto. Ele pode desenvolver sua autonomia.

Nas aulas, quando a criança realiza algo, que se julga inadequado, é evitada a sua culpabilização. Os conflitos são mediados sem que a mesma sinta-se culpada, pois ela já sofre com freqüência a repressão adulta. No transcorrer das sessões evita-se o uso da linguagem oral, prima-se a linguagem não-verbal. Isso incentiva a criança a utilizar outras formas de comunicação e expressar suas emoções – boas ou más – para buscar harmonizá-las. Nessas aulas o jogo no seu sentido mais pleno é privilegiado. Nas aulas também se investe na elevação das formas de pensamento, levando a criança, das ações práticas às representações mentais, ou seja, aquilo que a criança realizou corporalmente ela representará simbolicamente por meio de desenho, texto ou outra forma de representação.

A Psicomotricidade Relacional objetiva estimular as potencialidades criativas da criança, contribuir para que a mesma supere suas dificuldades de relação e de aprendizagem e desenvolva-se satisfatoriamente em suas variadas dimensões humanas.



Escrito por Adonis Lisboa às 00h36
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O PARQUE INFANTIL COMO ESPAÇO PEDAGÓGICO

O PARQUE INFATIL COMO ESPAÇO PEDAGÓGICO

Adonis Marcos Lisboa

 

Introdução

O presente texto emergiu da necessidade de pontuarmos e refletirmos sobre o espaço escolar denominado parquinho. Este último pode e deve ser utilizado como uma ferramenta de aprendizagem, visto que entendemos que toda ação no contexto escolar deve primar por ser pedagógico-educacional.

Discutimos a seguir alguns pontos que consideramos relevantes para essa compreensão didático-pedagógica do parque.

 

A segurança no parque

O parque enquanto espaço da escola possibilita à criança situações de aprendizagem, mas também oferece perigos, quando não utilizado adequadamente. Assim, como qualquer outro ambiente, o parque deve ser observado e conservado de modo que ofereça segurança aos seus usuários e minimize os riscos de acidentes. Não queremos com isso dizer que uma criança não possa se machucar, pois acidentes graves têm acontecido nos parques, inclusive, ocasionando morte de crianças. Referimo-nos àqueles acidentes que poderíamos prevenir e evitar, que por negligência acabam acontecendo. Por isso, a segurança estrutural desse espaço é fundamental e imprescindível para que os alunos usufruam dele de maneira saudável e satisfatória.

Dessa forma, defendemos que a direção da escola e, principalmente, as professoras, que utilizam-no com frequência, devem averiguar a segurança do mesmo. O cuidado minucioso deixa pouco espaço para o acaso. Os acidentes diminuem, proporcionalmente, ao aumento do zelo.

 

O olhar da professora

O olhar da professora é um elemento importante no trabalho pedagógico, é algo que exige muito estudo, treinamento e comprometimento. Esse, deve ser um olhar de pesquisadora. Observar os movimentos, os jogos, as manifestações da criança com o intuito de perceber como essa está se desenvolvendo, o que está aprendendo e o que ainda tem por aprender.

O parque infantil é um ambiente rico em possibilidades e situações de aprendizagem para a criança. É um local de liberdade e vivências diversas, é nesse espaço que a criança pode vivenciar-se, vivenciar o outro e criar livremente. Esse jogar não direcionado da criança nos possibilita, quando dedicamos a devida atenção, encontrar pontos de partida para nossa ação educativa. O “momento de parque” aponta caminhos para nosso fazer pedagógico.

É necessário que a professora dedique-se, seriamente, em estudar, por exemplo, o desenvolvimento infantil, a psicomotricidade, a psicologia infantil, para conseguir coletar nos momentos de parque, dados para suas avaliações sobre as crianças e, principalmente, dados para organizar sua práxis pedagógica.

Assim como, o ourives treinou seu olhar para reconhecer ouro, as professoras devem treinar seu olhar pedagógico para reconhecer o ouro das ações infantis.

 

O jogo no parque

Utilizamos aqui, indistintamente, as palavras jogo e lúdico. Não entraremos nessa discussão epistemológica, pois não é intenção desse texto.

O parque infantil é na escola, um lugar propício para a manifestação do jogo no seu aspecto mais puro. O jogo é o ambiente mais profícuo para o desenvolvimento da imaginação. Dessa forma, o parque por suscitar o jogo, suscita a imaginação, e assim, desenvolve um dos maiores e melhores atributos humanos.

O parque é lúdico por excelência, leva a criança às mais diversas formas de jogar e de expressar-se ludicamente. Com a liberdade que este lugar oferece, a criança cria múltiplas formas de jogar e interagir com os outros e com os objetos. Dessa interação surgem possibilidades criativas.

O jogo se manifesta de diversas maneiras no parque. É necessário que a professora perceba suas manifestações e potencialize-o em sua atuação pedagógica. Buscamos na prática docente da Educação Infantil, a integração do jogo ao processo educativo, ou seja, do jogo espontâneo aos conhecimentos formais e vice-versa.

 

A psicomotricidade no parque

Ao observarmos a criança no parque infantil, podemos perceber que ela está aprendendo e desenvolvendo-se em vários aspectos de sua dimensão humana. No entanto, não basta essa percepção, necessitamos sim, pontuar porquê e em qual direção isso está acontecendo.

É comum haver no parque um escorregador. Neste, se analisarmos a questão tônica, vamos perceber que a criança ao escorregar, inevitavelmente mantém uma postura. Diante disso, fica claro que para manter-se sentada enquanto escorrega, a criança trabalha seu tônus postural.

As possibilidades de corrida, que o parque infantil oferece, também são diversas. Basta lembrar de crianças nesse ambiente para rememorar o quanto correm. As crianças ao correrem no parque desenvolvem sua motricidade ampla, coordenações, equilíbrio, esquema corporal, dentre outras funções psicomotoras.

Ao subirem no escorregador utilizam e desenvolvem sua capacidade de preensão, a coordenação óculo-manual e óculo-pedal e o equilíbrio. Este último também desenvolvido nos balanços, pois ao balançar-se a criança estimula o cerebelo, sendo este um dos principais responsáveis pelo controle do equilíbrio geral do corpo. Nesse aspecto, o gira-gira também é importante.

Continuando nessa avaliação sobre as possibilidades psicomotoras do parque, ao observarmos as crianças brincarem, podemos perceber como se deslocam nesse espaço, desviam dos obstáculos, dos colegas, enfim, localizam-se adequadamente nessa área. Ficam evidentes nesse local as possibilidades da criança aprender, de modo prático, sobre as percepções espacial e temporal e também sobre o ritmo.

Ainda no campo da Psicomotricidade, podemos investigar no parque conceitos espontâneos adquiridos pela criança que serão importantes para as posteriores aprendizagens, aquisição dos conceitos científicos que são responsabilidade da escola. Dentre esses estão: dentro e fora, antes e depois, perto e longe, aberto e fechado, encima e embaixo, dentre outros.

 

A propósito de conclusão

O parque ao ser inserido na escola passa, inevitavelmente, a ser um espaço pedagógico. Por isso deve estar contemplado na proposta pedagógica da escola e no planejamento diário.

Diante disso, propomos que o parque seja utilizado não somente como um espaço recreativo para as crianças, e sim, como um ambiente de cunho pedagógico dentro do sistema escolar. Não podemos, portanto, considerar o parque apenas como um espaço da escola onde as crianças possam brincar livremente, sem qualquer implicação em sua aprendizagem escolar. O que está na escola é pedagógico, ou se preferirmos, educacional!

Cabe ressaltar que o parque não é apenas um local de distração. Não queremos com isso dizer que a criança não possa ir ao parque para brincar, já que isso, além de previsível, é também importante, de outra forma, sufocaríamos a criança em nossas escolas.

Queremos lembrar, que enquanto a criança brinca, a professora trabalha, ou seja, as ações da criança no parque são material de pesquisa para a professora. São dados para sua pesquisa pedagógica diária. É material vivo para seu processo de construção do conhecimento. É o feedback imediato de sua atuação com a criança, seu foco e maior objetivo no contexto escolar.

 

DICAS DE LEITURA

BARRETO, Sidirley de J. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2 ed. rev. e ampl. Blumenau: Acadêmica, 2000.

 

BROUGÈRE, Gilles. Jogo e educação. 2ª. reimpressão. Porto Alegre: Artes Médicas, 2003.

FREIRE, João Batista. Educação de Corpo Inteiro. São Paulo: Scipione, 1989.

___; SCAGLIA, A. J. Educação como prática corporal. São Paulo: Scipione, 2003.

LAPIERRE, André. A educação psicomotora na escola maternal: uma experiência com os “pequeninos”. São Paulo: Manole, 1989.

 ___; LAPIERRE, Anne. O adulto diante da criança de 0 a 3 anos: psicomotricidade relacional e formação da personalidade. 2 ed. Curitiba: Ed. da UFPR: CIAR, 2002.

 LE BOULCH, Jean. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento aos 6 anos. 7a ed. 2ª reimpressão. Porto Alegre: Artmed, 2001.

PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas: problema central do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

___ A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 3 ed. Rio de Janeiro: Zahar; Brasília, INL, 1990.

 

VENÂNCIO, Silvana; FREIRE, João Batista (orgs.). O jogo dentro e fora da escola. Campinas, SP: Autores Associados, apoio: Faculdade de Educação Física da UNICAMP, 2005.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 00h34
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PESQUISA SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA EM BRUSQUE/SC

Este é um trabalho de conclusão de curso - TCC realizado no curso de Educação Física da Unifebe - Brusque/SC, no qual desenvolvi o papel de orientador.

A INFLUÊNCIA DA DIVERSIDADE DE CONTEÚDOS PARA A MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

AUTORES: João Alves de Moraes; Patricia Floriani

ORIENTADOR: Prof. Ms. Adonis Marcos Lisboa

 

 RESUMO

 

Esta pesquisa apresenta o resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Teve como campo de pesquisa uma escola da rede estadual de ensino do município de Brusque. Objetivo: Analisar a influência da diversidade de conteúdos na disciplina de Educação Física para o aumento da motivação dos alunos nas séries finais do Ensino Fundamental. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, tendo como método o estudo de caso. Foram investigados alunos de uma turma de sexta e uma turma de oitava série do período vespertino. Utilizou-se para esta coleta de dados inicialmente um questionário com dez perguntas fechadas de múltipla escolha. Foram observadas oito aulas da disciplina de Educação Física, quatro de cada série pesquisada e procuramos perceber a participação e motivação dos educandos durante as mesmas. Com base no questionário inicial elaboramos dez planos de aula com conteúdos diversificados que foram ministrados com os educandos pesquisados. Aplicamos posteriormente um segundo questionário, também auto-aplicável, composto de três questões fechadas e uma questão aberta para verificarmos a aceitação dos sujeitos quanto às aulas com conteúdos diversificados. Resultados: em relação à nossa a hipótese de que uma diversidade maior de conteúdos poderia aumentar a participação dos alunos durante as aulas de Educação Física nas séries finais do Ensino Fundamental, confirmamos parcialmente quanto à participação e a motivação dos alunos nas aulas com conteúdos diversificados. Percebemos que a diversidade de conteúdos contribuiu para o aumento da motivação e interesse dos alunos nas aulas, porém isso pareceu se dar também em função da efetiva interação dos estagiários-pesquisadores durante as mesmas. Considerações Finais: Os resultados obtidos nos mostram o interesse dos alunos em participar e questionar sobre diversos conteúdos da Educação Física escolar e a importância da formação continuada do professor para amplificar seus conhecimentos sobre a Educação Física e as potencialidades desta disciplina. Sendo assim, cabe ao professor promover a diversidade de conteúdos e a possibilidade dos alunos experimentarem formas diferenciadas de conhecer melhor sua corporeidade.

  

PALAVRAS-CHAVE: Motivação. Educação Física Escolar. Diversidade de conteúdos. Ensino Fundamental.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 16h18
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PESQUISA SOBRE BRINQUEDOS CANTADOS

Esta pesquisa foi realizada no município de Brusque/SC com apoio da Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina - FAPESC  e do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE.

A pesquisa tinha como objetivo geral: verificar a utilização e os benefícios dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental. Em relação a esse objetivo podemos afirmar que o mesmo foi atingido. Em relação aos objetivos específicos, não foi possível atingir todos. São eles: 1. verificar a utilização dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental de escolas da rede pública e privada do município de Brusque; 2. detectar a presença dos brinquedos cantados no plano de ensino de professores de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental de escolas da rede pública e privada do município de Brusque; 3. verificar os benefícios da utilização dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental.

Quanto ao primeiro objetivo específico, foi atingido por meio da observação das aulas dos professores regentes das turmas onde a pesquisa foi aplicada. Verificou-se que os professores em suas aulas de Educação Física não inseriam os brinquedos cantados. Em nenhuma aula observada foi constatada a presença desse conteúdo.

O segundo objetivo não foi atingido devido aos pesquisadores não terem recebido retorno do questionário enviado aos professores das redes municipal e estadual.

Sobre o terceiro objetivo consideramos o mesmo atingido. Nas entrevistas realizadas com os professores regentes das turmas pesquisadas ficou evidente a surpresa de ambos quanto à receptividade dos alunos às atividades ministradas pelo pesquisador. Porém, o que mais destacaram em suas falas, foi a boa sociabilização dos alunos; destacaram os benefícios dos brinquedos cantados e sua associação com atividades de corda e pega-pega, para a melhoria do comportamento dos pesquisados.

Analisando as fotografias e filmagens realizadas, percebeu-se que as aulas ministradas pelo pesquisador, envolveram significativamente os alunos. Houve pouca dispersão dos mesmos, sendo esses casos, quando o brinquedo cantado ou a atividade a ele relacionada demoraram muito ou não atenderam a expectativa de determinados sujeitos. A escola que apresentou maior dispersão entre os pesquisados, foi da rede estadual de ensino. Ainda pelas filmagens coletadas pudemos verificar que os brinquedos cantados potencializam muitas aprendizagens, tanto no campo cognitivo quanto no psicomotor. Destacaram-se nas aulas benefícios às funções psicomotoras como o ritmo, as percepções espacial e temporal, as motricidades ampla e fina, a direcionalidade, a lateralidade, o esquema corporal, dentre outras. Além disso, possibilidades de desenvolvimento da imaginação, da memória, do pensamento lógico-matemático, da linguagem verbal e não-verbal, da sociabilização entre os alunos. Esse estudo possibilitou a comprovação empírica da possibilidade de inclusão dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física e dos benefícios que os mesmos podem oferecer. Também destacamos os benefícios para a preservação da cultura, pois dessa forma os mesmos que são oriundos da cultura tradicional infantil, recebem reconhecimento como conteúdo escolar e podem assim contribuir como mais uma ferramenta no campo pedagógico, visto que não necessitam ser exclusividade dos professores de Educação Física e sim, estão disponíveis a todos os professores que atuam nos anos (séries) iniciais do Ensino Fundamental.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 23h18
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PROJETO BrinCação EM JOINVILLE

Nessa última sexta-feira (28/8/2008) o Projeto BrinCação esteve em Joinville-SC, participando da Aldeia Global no SENAI. Foram quatro oficinas com alunos do Ensino Médio. Ficamos muito satisfeitos pela participação e alegria daqueles alunos ao realizarem as atividades. Brinquedos cantados com Ensino Médio, parece fora de contexto, mas os alunos de Joinville mostraram que não! Eles gostaram e nós do BrinCação também.

Parabéns SENAI de Joinville!



Escrito por Adonis Lisboa às 14h52
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UM POUCO DE POESIA

CARMA

Adonis Lisboa

 

Quando os olhares se tocam

As palavras se ocultam

Nada mais é necessário...

Apenas ser sentido

Sentidos...

Hiperestimulados

O tempo é cruel, incoerente

Para quem espera, moroso

Para quem ama, apressado

Quanto mais te vejo

Mais falta me fazes

Este é o carma do amante

Beber insaciavelmente do amor alheio.



Escrito por Adonis Lisboa às 14h48
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DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PARABÉNS A TODOS OS COLEGAS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA!!!

LEMBRANDO QUE NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE É MUITO IMPORTANTE, ASSIM COMO DE MUITAS OUTRAS PROFISSÕES E QUE TUDO PARECE PASSAR PELA EDUCAÇÃO, PORTANTO, VALORIZEMOS NOSSA ATUAÇÃO NA ESCOLA TAMBÉM, NÃO APENAS FORA DELA.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 14h46
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Um pequeno poema

DIÁRIO DE UMA VIDA INTEIRA

(Adonis Lisboa)

Comi

Bebi

Dormi

Trabalhei

Morri!



Escrito por Adonis Lisboa às 16h25
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BrinCação em Gaspar

Sábado o Projeto BrinCação este ministrando uma oficina para a turma de Pedagogia da Uniasselvi em Gaspar. Foi muito prazeroso e entusiasmente compartilhar sobre os Brinquedos Cantados com a turma. É gratificante quando percebemos a boa vontade e satisfação nas pessoas ao participarem.

Parabéns a turma de Pedagogia de Gaspar!



Escrito por Adonis Lisboa às 14h33
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Daniela, podes fazer contato comigo por e-mail. Favor pega-lo na Secretaria de Gaspar. Faça contato e buscarei te ajudar no que for possível. Beijo



Escrito por Adonis Lisboa às 14h29
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EDUCAÇÃO INFANTIL DE POMERODE

Estou no segundo ano prestando serviço de Formação Continuada para as professoras de Educação Infantil do município de Pomerode/SC. É interessante quando se pode perceber o desenvolvimento intelectual dos discentes. Nossa formação acontece uma vez por mês - sexta-feira das dezoito às vinte e duas horas. Apesar de ser sexta-feira e a noite ainda, essas professores se apresentam sempre com muita disposição para aprender e participar ativamente das aulas. É recompensador e muito gratificante poder ensinar e aprender para um grupo tão interessado.

Tenho certeza que este município, por causa dessas professoras que têm buscado com afinco aprimorar-se intelectualmente, irá se tornar referência para esse segmento da Educação.

Beijo a todas e muito sucesso.



Escrito por Adonis Lisboa às 16h07
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Revirando o baú

Escrevi este texto durante o mestrado. Agora ao rele-lo senti vontade de compartilhar com os amigos que visitam esta página. Aí está:

 

Professopitecus Calistênicus: um ancestral da Educação Física Escolar

 

Adonis Marcos Lisboa

Professor de Educação Física e Judô

Mestrando em Ciências do Movimento Humano - UDESC - Florianópolis/SC

 

 

Ao folhear livros sobre Educação Física, me peguei imaginando, o que veria um pesquisador que ao querer ser testemunha ocular, tivesse o poder de voltar no tempo?

Neste esforço imaginativo, certamente nesta viagem retrocedente, nosso cientista teria o cenário que descrevo a seguir, à mercê de sua observação.

Em uma época remota da pré-história escolar, no meio de um espaço delimitado, que hoje chamaríamos de quadra de esportes, estaria um grupo de crianças (identificadas como tais, pelo tamanho e jovialidade de suas feições) a realizar, simultaneamente e quase com perfeita harmonia, movimentos coordenados.

Esses movimentos, pela semelhança que apresentavam com atividades realizadas em nosso tempo, nosso pesquisador lhas identificaria como sendo um tipo de ginástica.

À frente deste grupo de supostas crianças, claramente a comandá-las estaria um exemplar clássico da espécie Professopitecus Calistênicus.

O Professopitecus Calistênicus pode ser considerado como um dos ancestrais mais próximos, na evolução educacional do Professor de Educação Física. Apesar de ainda existirem alguns exemplares vivos e atuantes desta espécie, ela parece estar em extinção.

Porém, vale lembrar, que os processos evolutivos não acontecem bruscamente, a natureza é sábia, eles são paulatinos. Sendo as espécies que mais se adaptam às mudanças ambientais, as privilegiadas a perpetuarem-se.

Neste processo evolutivo, entre o Professopitecus Calistênicus e o Professor de Educação Física, nosso pesquisador conseguiria descobrir um espécime intermediário, encontrado ainda com certa freqüência no meio escolar que é o Professor Jogador de Bola. Denominado assim, não por ser um praticante de atividades com bola, mas, por não fazer outra coisa senão jogar uma bola para os alunos e aguardar ansiosamente o término da aula.

Ao retornar aos tempos atuais, acredito que o pesquisador em questão, poderia identificar como alguns dos aspectos que teriam contribuído para a evolução do Professor de Educação Física, os seguintes:

-         nível de formação acadêmica mais elevado;

-         maior número de pesquisas e publicações nesta área;

-         participação mais efetiva destes professores nas decisões escolares;

-         maior comprometimento pedagógico;

-         utilização em sua prática de conhecimentos advindos de outras áreas como a psicomotricidade, a psicologia, a antropologia, dentre outras;

-         melhoria de seu autoconceito.

Ao voltar deste devaneio, ao dar fim à vida de meu pesquisador imaginário e à sua também imaginária investigação arqueológica, percebi que muito se progrediu, não somente no campo pedagógico da Educação Física, mas também, em outros campos desta área profissional. Contudo, muito ainda há para ser aprimorado.

Já não há mais, tantas razões, que justifiquem a discriminação que outrora sofríamos e ainda, de certa forma sofremos. Entretanto, não podemos esquecer, que grande parte desta culpa por isso acontecer é nossa. Fomos incompetentes e irresponsáveis durante muito tempo, felizmente melhoramos, ao menos é o que percebo!

Ainda não atingimos o ápice da evolução profissional, e certamente jamais o atingiremos, porém, me parece estarmos caminhando com passos mais firmes na estrada da Educação Física Escolar.

Se este é o caminho certo, ninguém sabe. Contudo, o sábio se alimenta da dúvida, e por que não fazermos o mesmo?

Talvez um dia, um pesquisador não imaginário, comprove para nosso deleite, e felicidade de quem passou por nossas mãos, que fomos bem sucedidos em nossa  ADAPTAÇÃO.

 

Abril/2003



Escrito por Adonis Lisboa às 11h35
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AULA EM CURITIBANOS

Nesta sexta e sábado passados estive em Curitibanos trabalhando com uma turma de Educação Física. Parabéns ao pessoal de lá, foram muito atenciosos e agradáveis. Fico feliz por mais esses amigos que conheci naquela cidade.

Felicidade a todos!



Escrito por Adonis Lisboa às 11h23
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O AMOR E A INTELIGÊNCIA

O Amor e a Inteligência

 

Adonis Lisboa

 

 

Falar sobre um tema como Amor, tão polêmico e suscitador das mais belas reflexões desde os primórdios da humanidade, não é tarefa fácil. Contudo, não ser fácil não quer dizer desagradável, pois este texto escrevo com prazer e espontaneidade.

Faço aqui uma analogia entre o Amor e a Inteligência. Sendo que entendo a última na perspectiva de Jean Piaget, ou seja, a capacidade de resolver problemas ou capacidade de adaptação. Para mim, a inteligência é circunstancial, isto é, contextualiza-se às situações, na busca de constante adaptação do sujeito. Portanto, não acredito que exista um número determinado de inteligências, conforme defende Gardner e sim, uma estrutura única que adapta-se às diversas circunstâncias.

Esta discussão não é mera “briga” teórica. Sua aplicação prática, em minha opinião, tem grande implicação social, pois a partir desta visão da inteligência, não podemos mais dizer que apenas algumas pessoas ou determinado grupo delas é inteligente. Somos forçados a admitir que todas as pessoas são inteligentes, já que resolvem problemas diária e constantemente. Indo ainda mais longe, adaptar-se em nosso mundo é uma questão de sobrevivência, logo, todos os seres vivos são inteligentes, pois estar vivo é estar adaptado.

Exposta minha visão sobre a inteligência, voltemos ao foco principal deste texto que é o Amor. O grande psicanalista Angelo Gaiarsa defende que existem vários amores; o amor intelectual, o amor paterno, o amor sexual, etc. Esta visão de Gaiarsa é uma forma diferente de ver o amor, que de certa maneira explica muitas dificuldades de relacionamento. Nesta perspectiva do amor, é realmente muito difícil imaginar como todos estes tipos de amor poderiam estar contemplados em única pessoa. Disto pode resultar uma consciência que diminua os conflitos de relacionamento, pois, ao compreender a dificuldade de agrupamento destes vários amores, as pessoas passariam a agir com mais tolerância, logo, relacionariam-se melhor. O conceito de Amor de Gaiarsa aproxima-se do conceito de Inteligência de Gardner.

Durante bastante tempo defendi esta idéia deste psicanalista reichiano, no entanto, a partir de reflexões calcadas no conceito de inteligência que defendo, ou seja, que a inteligência é circunstancial, passei a ver o amor de modo diferente. Análogo à Inteligência, entendo o Amor como sendo uno, porém, multifacetado. Conforme o contexto, o Amor assume formas diferentes. Em outras palavras, o Amor é único, porém adapta-se às diferentes circunstâncias. Numa relação entre mãe e filha, o amor assume uma condição maternal; numa relação entre dois amantes, o amor assume outra perspectiva.

Pode parecer uma visão muito tecnicista de algo tão subjetivo, porém, é apenas uma tentativa de compreender de outra forma, esta capacidade humana, que é amar.



Escrito por Adonis Lisboa às 11h43
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