A MÃE-AMIGA
Sei que não é dia das Mães, mas afinal, não é somente neste dia que devemos valorizar esta pessoa tão especial de nossas vidas.
Ao procurar algum material, encontrei entre meus escritos este texto. Espero que se alguma mãe ler, que goste. Se algum filho ou filha ler, e gostar, compartilhe com sua mãe.
Felicidades!
A MÃE-AMIGA
Adonis Lisboa
Há mães que verdadeiramente devem ser chamadas por este nome. Porém, há mães que são não-mães. Mulheres que geraram crianças, mas não assumiram totalmente a maternidade. Talvez somente por isso, elas já tenham valor. Aliás, temos de refletir sobre o que as levou a serem não-mães.
Felizmente, para a beleza do mundo, há mães no sentido pleno deste termo. Seres que entregam a vida por seus filhos. Se possível, sofreriam todas as dores para não vê-los sofrer. Mulheres que fazem e dão tudo, para evitar a frustração de seus queridos. Mas, estas talvez ainda não sejam as mães que a humanidade necessita.
A mãe para um mundo mais justo e harmonioso, talvez seja, a Mãe-Amiga. Aquela que faz maternidade e amizade caminharem juntas.
A mãe que dá a vida por seu filho, porém, deixa-o viver a sua.
A mãe que sofre com o sofrimento do filho, mas não sofre por ele. Pois a dor faz parte da vida, e como amiga, aconselha e ensina seu filho ou filha a aprender com os erros e sofrimentos.
A mãe que elucida e ilumina a situação, mas como amiga, não decide por seu filho. Pois sabe que a caminhada é solitária e a decisão, responsabilidade de cada um.
A mãe que diz sim, sempre que possível, e diz não, quando necessário. Pois sabe que o limite materno e amigo é menos doloroso que a punição social.
A mãe que chora a partida de seus filhos, porém sabe, que não os criou para si, e sim, para o mundo. Assim, como amiga, sabe que a distância que os separa é o que mais os aproxima.
A mãe que dá plena liberdade a seu filho. Respeita sua privacidade, entretanto, na condição de amiga, quer ter respeitada sua privacidade também.
A mãe que por ser mãe, quase esquece de ser mulher. Mas como amiga, sabe que precisa deste outro aspecto de sua vida, pois os filhos partirão um dia, e lhe restará apenas seu companheiro, o qual ela ama e cultivou por toda uma vida.
A mãe que contrariamente à amiga, não vê os filhos crescerem. Mesmo adultos, continuam, a seu ver, o menino e a menina que ela toma no colo e afaga delicada e amorosamente.
A mãe que por ser mãe, é santa. Mas que enquanto amiga, sabe de suas limitações e erros. O que lhe facilita compreender e perdoar os erros de seus amados e amadas.
A mãe que protege seus filhos em todas as circunstâncias. Contudo, por ser amiga, age com justiça e os responsabiliza por seus atos.
A Mãe-Amiga, é a mãe que a humanidade precisa e que os filhos por toda sua vida hão de agradecer.
A Mãe-Amiga é aquela, que de tanto amor, não é mãe nem amiga, é na verdade, a plena manifestação de Deus.
Março/2005
Escrito por Adonis Lisboa às 11h34
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