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PESQUISA SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA EM BRUSQUE/SC

Este é um trabalho de conclusão de curso - TCC realizado no curso de Educação Física da Unifebe - Brusque/SC, no qual desenvolvi o papel de orientador.

A INFLUÊNCIA DA DIVERSIDADE DE CONTEÚDOS PARA A MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA DAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

AUTORES: João Alves de Moraes; Patricia Floriani

ORIENTADOR: Prof. Ms. Adonis Marcos Lisboa

 

 RESUMO

 

Esta pesquisa apresenta o resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Teve como campo de pesquisa uma escola da rede estadual de ensino do município de Brusque. Objetivo: Analisar a influência da diversidade de conteúdos na disciplina de Educação Física para o aumento da motivação dos alunos nas séries finais do Ensino Fundamental. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, tendo como método o estudo de caso. Foram investigados alunos de uma turma de sexta e uma turma de oitava série do período vespertino. Utilizou-se para esta coleta de dados inicialmente um questionário com dez perguntas fechadas de múltipla escolha. Foram observadas oito aulas da disciplina de Educação Física, quatro de cada série pesquisada e procuramos perceber a participação e motivação dos educandos durante as mesmas. Com base no questionário inicial elaboramos dez planos de aula com conteúdos diversificados que foram ministrados com os educandos pesquisados. Aplicamos posteriormente um segundo questionário, também auto-aplicável, composto de três questões fechadas e uma questão aberta para verificarmos a aceitação dos sujeitos quanto às aulas com conteúdos diversificados. Resultados: em relação à nossa a hipótese de que uma diversidade maior de conteúdos poderia aumentar a participação dos alunos durante as aulas de Educação Física nas séries finais do Ensino Fundamental, confirmamos parcialmente quanto à participação e a motivação dos alunos nas aulas com conteúdos diversificados. Percebemos que a diversidade de conteúdos contribuiu para o aumento da motivação e interesse dos alunos nas aulas, porém isso pareceu se dar também em função da efetiva interação dos estagiários-pesquisadores durante as mesmas. Considerações Finais: Os resultados obtidos nos mostram o interesse dos alunos em participar e questionar sobre diversos conteúdos da Educação Física escolar e a importância da formação continuada do professor para amplificar seus conhecimentos sobre a Educação Física e as potencialidades desta disciplina. Sendo assim, cabe ao professor promover a diversidade de conteúdos e a possibilidade dos alunos experimentarem formas diferenciadas de conhecer melhor sua corporeidade.

  

PALAVRAS-CHAVE: Motivação. Educação Física Escolar. Diversidade de conteúdos. Ensino Fundamental.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 16h18
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PESQUISA SOBRE BRINQUEDOS CANTADOS

Esta pesquisa foi realizada no município de Brusque/SC com apoio da Fundação de Apoio a Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina - FAPESC  e do Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE.

A pesquisa tinha como objetivo geral: verificar a utilização e os benefícios dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental. Em relação a esse objetivo podemos afirmar que o mesmo foi atingido. Em relação aos objetivos específicos, não foi possível atingir todos. São eles: 1. verificar a utilização dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental de escolas da rede pública e privada do município de Brusque; 2. detectar a presença dos brinquedos cantados no plano de ensino de professores de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental de escolas da rede pública e privada do município de Brusque; 3. verificar os benefícios da utilização dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física das séries iniciais do Ensino Fundamental.

Quanto ao primeiro objetivo específico, foi atingido por meio da observação das aulas dos professores regentes das turmas onde a pesquisa foi aplicada. Verificou-se que os professores em suas aulas de Educação Física não inseriam os brinquedos cantados. Em nenhuma aula observada foi constatada a presença desse conteúdo.

O segundo objetivo não foi atingido devido aos pesquisadores não terem recebido retorno do questionário enviado aos professores das redes municipal e estadual.

Sobre o terceiro objetivo consideramos o mesmo atingido. Nas entrevistas realizadas com os professores regentes das turmas pesquisadas ficou evidente a surpresa de ambos quanto à receptividade dos alunos às atividades ministradas pelo pesquisador. Porém, o que mais destacaram em suas falas, foi a boa sociabilização dos alunos; destacaram os benefícios dos brinquedos cantados e sua associação com atividades de corda e pega-pega, para a melhoria do comportamento dos pesquisados.

Analisando as fotografias e filmagens realizadas, percebeu-se que as aulas ministradas pelo pesquisador, envolveram significativamente os alunos. Houve pouca dispersão dos mesmos, sendo esses casos, quando o brinquedo cantado ou a atividade a ele relacionada demoraram muito ou não atenderam a expectativa de determinados sujeitos. A escola que apresentou maior dispersão entre os pesquisados, foi da rede estadual de ensino. Ainda pelas filmagens coletadas pudemos verificar que os brinquedos cantados potencializam muitas aprendizagens, tanto no campo cognitivo quanto no psicomotor. Destacaram-se nas aulas benefícios às funções psicomotoras como o ritmo, as percepções espacial e temporal, as motricidades ampla e fina, a direcionalidade, a lateralidade, o esquema corporal, dentre outras. Além disso, possibilidades de desenvolvimento da imaginação, da memória, do pensamento lógico-matemático, da linguagem verbal e não-verbal, da sociabilização entre os alunos. Esse estudo possibilitou a comprovação empírica da possibilidade de inclusão dos brinquedos cantados nas aulas de Educação Física e dos benefícios que os mesmos podem oferecer. Também destacamos os benefícios para a preservação da cultura, pois dessa forma os mesmos que são oriundos da cultura tradicional infantil, recebem reconhecimento como conteúdo escolar e podem assim contribuir como mais uma ferramenta no campo pedagógico, visto que não necessitam ser exclusividade dos professores de Educação Física e sim, estão disponíveis a todos os professores que atuam nos anos (séries) iniciais do Ensino Fundamental.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 23h18
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PROJETO BrinCação EM JOINVILLE

Nessa última sexta-feira (28/8/2008) o Projeto BrinCação esteve em Joinville-SC, participando da Aldeia Global no SENAI. Foram quatro oficinas com alunos do Ensino Médio. Ficamos muito satisfeitos pela participação e alegria daqueles alunos ao realizarem as atividades. Brinquedos cantados com Ensino Médio, parece fora de contexto, mas os alunos de Joinville mostraram que não! Eles gostaram e nós do BrinCação também.

Parabéns SENAI de Joinville!



Escrito por Adonis Lisboa às 14h52
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UM POUCO DE POESIA

CARMA

Adonis Lisboa

 

Quando os olhares se tocam

As palavras se ocultam

Nada mais é necessário...

Apenas ser sentido

Sentidos...

Hiperestimulados

O tempo é cruel, incoerente

Para quem espera, moroso

Para quem ama, apressado

Quanto mais te vejo

Mais falta me fazes

Este é o carma do amante

Beber insaciavelmente do amor alheio.



Escrito por Adonis Lisboa às 14h48
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DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PARABÉNS A TODOS OS COLEGAS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA!!!

LEMBRANDO QUE NOSSO PAPEL NA SOCIEDADE É MUITO IMPORTANTE, ASSIM COMO DE MUITAS OUTRAS PROFISSÕES E QUE TUDO PARECE PASSAR PELA EDUCAÇÃO, PORTANTO, VALORIZEMOS NOSSA ATUAÇÃO NA ESCOLA TAMBÉM, NÃO APENAS FORA DELA.

 



Escrito por Adonis Lisboa às 14h46
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Um pequeno poema

DIÁRIO DE UMA VIDA INTEIRA

(Adonis Lisboa)

Comi

Bebi

Dormi

Trabalhei

Morri!



Escrito por Adonis Lisboa às 16h25
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BrinCação em Gaspar

Sábado o Projeto BrinCação este ministrando uma oficina para a turma de Pedagogia da Uniasselvi em Gaspar. Foi muito prazeroso e entusiasmente compartilhar sobre os Brinquedos Cantados com a turma. É gratificante quando percebemos a boa vontade e satisfação nas pessoas ao participarem.

Parabéns a turma de Pedagogia de Gaspar!



Escrito por Adonis Lisboa às 14h33
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Daniela, podes fazer contato comigo por e-mail. Favor pega-lo na Secretaria de Gaspar. Faça contato e buscarei te ajudar no que for possível. Beijo



Escrito por Adonis Lisboa às 14h29
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EDUCAÇÃO INFANTIL DE POMERODE

Estou no segundo ano prestando serviço de Formação Continuada para as professoras de Educação Infantil do município de Pomerode/SC. É interessante quando se pode perceber o desenvolvimento intelectual dos discentes. Nossa formação acontece uma vez por mês - sexta-feira das dezoito às vinte e duas horas. Apesar de ser sexta-feira e a noite ainda, essas professores se apresentam sempre com muita disposição para aprender e participar ativamente das aulas. É recompensador e muito gratificante poder ensinar e aprender para um grupo tão interessado.

Tenho certeza que este município, por causa dessas professoras que têm buscado com afinco aprimorar-se intelectualmente, irá se tornar referência para esse segmento da Educação.

Beijo a todas e muito sucesso.



Escrito por Adonis Lisboa às 16h07
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Revirando o baú

Escrevi este texto durante o mestrado. Agora ao rele-lo senti vontade de compartilhar com os amigos que visitam esta página. Aí está:

 

Professopitecus Calistênicus: um ancestral da Educação Física Escolar

 

Adonis Marcos Lisboa

Professor de Educação Física e Judô

Mestrando em Ciências do Movimento Humano - UDESC - Florianópolis/SC

 

 

Ao folhear livros sobre Educação Física, me peguei imaginando, o que veria um pesquisador que ao querer ser testemunha ocular, tivesse o poder de voltar no tempo?

Neste esforço imaginativo, certamente nesta viagem retrocedente, nosso cientista teria o cenário que descrevo a seguir, à mercê de sua observação.

Em uma época remota da pré-história escolar, no meio de um espaço delimitado, que hoje chamaríamos de quadra de esportes, estaria um grupo de crianças (identificadas como tais, pelo tamanho e jovialidade de suas feições) a realizar, simultaneamente e quase com perfeita harmonia, movimentos coordenados.

Esses movimentos, pela semelhança que apresentavam com atividades realizadas em nosso tempo, nosso pesquisador lhas identificaria como sendo um tipo de ginástica.

À frente deste grupo de supostas crianças, claramente a comandá-las estaria um exemplar clássico da espécie Professopitecus Calistênicus.

O Professopitecus Calistênicus pode ser considerado como um dos ancestrais mais próximos, na evolução educacional do Professor de Educação Física. Apesar de ainda existirem alguns exemplares vivos e atuantes desta espécie, ela parece estar em extinção.

Porém, vale lembrar, que os processos evolutivos não acontecem bruscamente, a natureza é sábia, eles são paulatinos. Sendo as espécies que mais se adaptam às mudanças ambientais, as privilegiadas a perpetuarem-se.

Neste processo evolutivo, entre o Professopitecus Calistênicus e o Professor de Educação Física, nosso pesquisador conseguiria descobrir um espécime intermediário, encontrado ainda com certa freqüência no meio escolar que é o Professor Jogador de Bola. Denominado assim, não por ser um praticante de atividades com bola, mas, por não fazer outra coisa senão jogar uma bola para os alunos e aguardar ansiosamente o término da aula.

Ao retornar aos tempos atuais, acredito que o pesquisador em questão, poderia identificar como alguns dos aspectos que teriam contribuído para a evolução do Professor de Educação Física, os seguintes:

-         nível de formação acadêmica mais elevado;

-         maior número de pesquisas e publicações nesta área;

-         participação mais efetiva destes professores nas decisões escolares;

-         maior comprometimento pedagógico;

-         utilização em sua prática de conhecimentos advindos de outras áreas como a psicomotricidade, a psicologia, a antropologia, dentre outras;

-         melhoria de seu autoconceito.

Ao voltar deste devaneio, ao dar fim à vida de meu pesquisador imaginário e à sua também imaginária investigação arqueológica, percebi que muito se progrediu, não somente no campo pedagógico da Educação Física, mas também, em outros campos desta área profissional. Contudo, muito ainda há para ser aprimorado.

Já não há mais, tantas razões, que justifiquem a discriminação que outrora sofríamos e ainda, de certa forma sofremos. Entretanto, não podemos esquecer, que grande parte desta culpa por isso acontecer é nossa. Fomos incompetentes e irresponsáveis durante muito tempo, felizmente melhoramos, ao menos é o que percebo!

Ainda não atingimos o ápice da evolução profissional, e certamente jamais o atingiremos, porém, me parece estarmos caminhando com passos mais firmes na estrada da Educação Física Escolar.

Se este é o caminho certo, ninguém sabe. Contudo, o sábio se alimenta da dúvida, e por que não fazermos o mesmo?

Talvez um dia, um pesquisador não imaginário, comprove para nosso deleite, e felicidade de quem passou por nossas mãos, que fomos bem sucedidos em nossa  ADAPTAÇÃO.

 

Abril/2003



Escrito por Adonis Lisboa às 11h35
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AULA EM CURITIBANOS

Nesta sexta e sábado passados estive em Curitibanos trabalhando com uma turma de Educação Física. Parabéns ao pessoal de lá, foram muito atenciosos e agradáveis. Fico feliz por mais esses amigos que conheci naquela cidade.

Felicidade a todos!



Escrito por Adonis Lisboa às 11h23
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O AMOR E A INTELIGÊNCIA

O Amor e a Inteligência

 

Adonis Lisboa

 

 

Falar sobre um tema como Amor, tão polêmico e suscitador das mais belas reflexões desde os primórdios da humanidade, não é tarefa fácil. Contudo, não ser fácil não quer dizer desagradável, pois este texto escrevo com prazer e espontaneidade.

Faço aqui uma analogia entre o Amor e a Inteligência. Sendo que entendo a última na perspectiva de Jean Piaget, ou seja, a capacidade de resolver problemas ou capacidade de adaptação. Para mim, a inteligência é circunstancial, isto é, contextualiza-se às situações, na busca de constante adaptação do sujeito. Portanto, não acredito que exista um número determinado de inteligências, conforme defende Gardner e sim, uma estrutura única que adapta-se às diversas circunstâncias.

Esta discussão não é mera “briga” teórica. Sua aplicação prática, em minha opinião, tem grande implicação social, pois a partir desta visão da inteligência, não podemos mais dizer que apenas algumas pessoas ou determinado grupo delas é inteligente. Somos forçados a admitir que todas as pessoas são inteligentes, já que resolvem problemas diária e constantemente. Indo ainda mais longe, adaptar-se em nosso mundo é uma questão de sobrevivência, logo, todos os seres vivos são inteligentes, pois estar vivo é estar adaptado.

Exposta minha visão sobre a inteligência, voltemos ao foco principal deste texto que é o Amor. O grande psicanalista Angelo Gaiarsa defende que existem vários amores; o amor intelectual, o amor paterno, o amor sexual, etc. Esta visão de Gaiarsa é uma forma diferente de ver o amor, que de certa maneira explica muitas dificuldades de relacionamento. Nesta perspectiva do amor, é realmente muito difícil imaginar como todos estes tipos de amor poderiam estar contemplados em única pessoa. Disto pode resultar uma consciência que diminua os conflitos de relacionamento, pois, ao compreender a dificuldade de agrupamento destes vários amores, as pessoas passariam a agir com mais tolerância, logo, relacionariam-se melhor. O conceito de Amor de Gaiarsa aproxima-se do conceito de Inteligência de Gardner.

Durante bastante tempo defendi esta idéia deste psicanalista reichiano, no entanto, a partir de reflexões calcadas no conceito de inteligência que defendo, ou seja, que a inteligência é circunstancial, passei a ver o amor de modo diferente. Análogo à Inteligência, entendo o Amor como sendo uno, porém, multifacetado. Conforme o contexto, o Amor assume formas diferentes. Em outras palavras, o Amor é único, porém adapta-se às diferentes circunstâncias. Numa relação entre mãe e filha, o amor assume uma condição maternal; numa relação entre dois amantes, o amor assume outra perspectiva.

Pode parecer uma visão muito tecnicista de algo tão subjetivo, porém, é apenas uma tentativa de compreender de outra forma, esta capacidade humana, que é amar.



Escrito por Adonis Lisboa às 11h43
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PEDAGOGIA DOS ESPORTES - AUPEX - JOINVILLE

Foi muito gratificante ministrar aulas para a turma de Pedagogia dos Esportes de Joinville. A turma era pequena, mas muito interessada e agradável. Valeu pessoal de Joinville! Espero revê-los em breve.

 

Adonis Lisboa



Escrito por Adonis Lisboa às 13h43
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A MÃE-AMIGA

Sei que não é dia das Mães, mas afinal, não é somente neste dia que devemos valorizar esta pessoa tão especial de nossas vidas.

Ao procurar algum material, encontrei entre meus escritos este texto. Espero que se alguma mãe ler, que goste. Se algum filho ou filha ler, e gostar, compartilhe com sua mãe.

Felicidades!

 

 

A MÃE-AMIGA

Adonis Lisboa

 

 

Há mães que verdadeiramente devem ser chamadas por este nome. Porém, há mães que são não-mães. Mulheres que geraram crianças, mas não assumiram totalmente a maternidade. Talvez somente por isso, elas já tenham valor. Aliás, temos de refletir sobre o que as levou a serem não-mães.

Felizmente, para a beleza do mundo, há mães no sentido pleno deste termo. Seres que entregam a vida por seus filhos. Se possível, sofreriam todas as dores para não vê-los sofrer. Mulheres que fazem e dão tudo, para evitar a frustração de seus queridos. Mas, estas talvez ainda não sejam as mães que a humanidade necessita.

A mãe para um mundo mais justo e harmonioso, talvez seja, a Mãe-Amiga. Aquela que faz maternidade e amizade caminharem juntas.

A mãe que dá a vida por seu filho, porém, deixa-o viver a sua.

A mãe que sofre com o sofrimento do filho, mas não sofre por ele. Pois a dor faz parte da vida, e como amiga, aconselha e ensina seu filho ou filha a aprender com os erros e sofrimentos.

A mãe que elucida e ilumina a situação, mas como amiga, não decide por seu filho. Pois sabe que a caminhada é solitária e a decisão, responsabilidade de cada um.

A mãe que diz sim, sempre que possível, e diz não, quando necessário. Pois sabe que o limite materno e amigo é menos doloroso que a punição social.

A mãe que chora a partida de seus filhos, porém sabe, que não os criou para si, e sim, para o mundo. Assim, como amiga, sabe que a distância que os separa é o que mais os aproxima.

A mãe que dá plena liberdade a seu filho. Respeita sua privacidade, entretanto, na condição de amiga, quer ter respeitada sua privacidade também.

A mãe que por ser mãe, quase esquece de ser mulher. Mas como amiga, sabe que precisa deste outro aspecto de sua vida, pois os filhos partirão um dia, e lhe restará apenas seu companheiro, o qual ela ama e cultivou por toda uma vida.

A mãe que contrariamente à amiga, não vê os filhos crescerem. Mesmo adultos, continuam, a seu ver, o menino e a menina que ela toma no colo e afaga delicada e amorosamente.

A mãe que por ser mãe, é santa. Mas que enquanto amiga, sabe de suas limitações e erros. O que lhe facilita compreender e perdoar os erros de seus amados e amadas.

A mãe que protege seus filhos em todas as circunstâncias. Contudo, por ser amiga, age com justiça e os responsabiliza por seus atos.

A Mãe-Amiga, é a mãe que a humanidade precisa e que os filhos por toda sua vida hão de agradecer.

A Mãe-Amiga é aquela, que de tanto amor, não é mãe nem amiga, é na verdade, a plena manifestação de Deus.

 

Março/2005



Escrito por Adonis Lisboa às 11h34
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REVIRANDO O BAÚ

Amigos, revirando o baú de textos que escrevi encontrei um de 2004 que fala sobre os malefícios de determinados programas de televisão. Incrível, após quatro anos o texto ainda é atual. Por favor, leiam e digam se estou errado. Agradeço sua opinião.

Destruição de valores: crítica à programas de televisão

 

Adonis Lisboa

Professor de Educação Física e Judô

 

Muitos poderão me achar amargo ou pessimista nas observações que ora faço neste texto. Tenho que admitir, eles têm razão, contudo não posso calar minha indignação, nem omitir-me diante das atrocidades feitas com a intelectualidade do nosso povo. Não posso fingir que nada está acontecendo, enquanto vejo a idiotização das pessoas se alastrando dia a dia em meu entorno.

No ano em que o Brasil lembra o 40o aniversário do início da ditadura de 1964 e comemora 20 anos de seu término, surpreende-me que a televisão brasileira apresente determinados programas.

Talvez porque considere a liberdade em todos os sentidos, um direito intocável e extremamente valioso para qualquer ser vivo, incomodam-me tanto programas do tipo Big Brother Brasil e Acorrentados da Rede Globo. No primeiro, pessoas se autoseqüestram e se expõem em toda sua intimidade em troca de um prêmio de R$ 500.000,00. Um “jogo” onde vale qualquer tipo de desonestidade para conseguir “eliminar” os demais concorrentes. A autenticidade aqui é o que menos interessa!

Os seqüestros aumentaram assustadoramente no país, em especial os seqüestros relâmpagos, no entanto, um grupo de pessoas se permite seqüestrar por um determinado tempo, simplesmente porque há um prêmio em dinheiro, ou seja, a liberdade perde seu valor quando há um ganho econômico.

Talvez, qualquer uma destas pessoas que participaram do Big Brother Brasil, se incomode se o vizinho lhe observe em suas atividades cotidianas, porém se expõem despudoradamente para milhões de pessoas, sem nenhum problema, apenas por estar na televisão. Que contradição!

O segundo programa sobre o qual lanço meus comentários é o que tomei conhecimento recentemente e se chama Acorrentados, transmitido aos sábados à tarde. Neste programa, um rapaz e seis moças são acorrentados uns aos outros, tendo de ficar assim durante as 24 horas do dia. Ele de tempos em tempos eliminará uma das suas pretendentes até ficar com apenas uma.

Detalhe importante, no início do programa ele recebeu uma maleta com R$50.000,00 para pagar as despesas do grupo por todos os lugares onde andarem e pagar para cada eliminada a quantia que achar conveniente. Ou seja, ele dirá quanto cada uma vale. Novamente, a liberdade é menosprezada e transformada em algo banal, simplesmente porque há um prêmio em dinheiro a receber.

Alguns poderão dizer que o controle disto tudo está nas mãos de cada um de nós, basta trocar de canal ou desligar a televisão. Porém, a situação não é tão simples assim, se fosse não teríamos a final do Big Brother com aproximadamente 20.000.000 de pessoas ligando para votar.

As pessoas são culpadas, mas também são vítimas de sua falta de consciência. Não somos instigados a pensar pelos meios de comunicação. Quase tudo vem pronto e com muita rapidez. Há quem diga que um povo que não pensa é melhor de governar!

Estes dois programas que aqui comentei são apenas uma pequeníssima parcela do que a televisão tem nos oferecido de nefasto. A violência dos desenhos animados também necessita ser pensada, porém é conversa para outro momento. É claro que existem programas interessantes e muito saudáveis na televisão, são difíceis de achar, mas vale a pena garimpá-los.

Os valores (negativos) estabelecidos por Big Brother e Acorrentados da vida, refletem-se em muitas ações das pessoas que encontramos em nosso cotidiano. Por vezes, parece errado ser honesto, pois há uma cultura da desonestidade se alastrando.

Na escola não é diferente, estes pseudo-valores também podem ser observados tanto nos alunos, quanto nos professores e demais  pessoas que convivem neste meio. Daí, que mesmo sem assistir a tais programas, fica-se informado sobre os mesmos, pois conversas rolam a respeito destes.

Como disse no início, muitos me criticarão por ser tão negativo. Mas não posso ficar calado diante da destruição dos valores essenciais da vida, como a liberdade, a solidariedade e o amor pelo outro. É preciso que façamos algo, principalmente, quem tem por ofício a Educação.

Penso que a solução não é proibir a audiência, pois seria contra a democracia ou a liberdade que aqui enaltecemos, mas desenvolver a consciência, que permitiria a cada um escolher com clareza e responsabilidade. Entretanto, para escolher é preciso ter opções, algo difícil em nossa televisão hoje.  Refiro-me à televisão, por ser quase exclusivamente o lazer da maioria do povo brasileiro, que devido a sua condição sócio-econômica não tem acesso a outros tipos de lazer ou não é educado para descobri-los. Logicamente não me refiro à televisão por assinatura, pois esta não está acessível à maioria da população em razão de seu alto custo.

Acredito incondicionalmente na vida e na potencialidade das pessoas, por isso sou educador, pois isso luto pela conscientização das mesmas e pelo enaltecimento da liberdade em todos os sentidos.

Como reflexão final, quero ressaltar a importância da leitura. Por meio dela, nos libertamos de muitos grilhões ou pelo menos tomamos consciência dos mesmos. Pela leitura aprendemos até que os livros não são tudo, mas podem ser o início de nossa caminhada rumo ao fim da ignorância, ou seja, jornada que jamais termina, mas certamente, vale a pena caminhar.

 

Abril/ 2004

 

 



Escrito por Adonis Lisboa às 16h14
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