E d u c a r e


27/06/2011


GRUPO BRINCAÇÃO NO XIV ENCONTRO DA MELHOR IDADE

No último dia 09 de junho o Grupo BrinCação realizou uma apresentação no XIV Encontro da Melhor Idade em Brusque/SC. Foi um momento muito especial para o Grupo e para os participantes, senhoras e senhores, com larga experiência de vida, que adoraram as atividades.

Pode surgir a pergunta: O que um grupo que trabalha com Brinquedos Cantados (músicas infantis) estaria fazendo em um evento de idosos? Também nós do Grupo BrinCação tivemos que pensar a respeito quando fomos convidados pela Secretária de Assistência Social de Brusque/SC, Patrícia Freitas, para realizarmos esta apresentação.

Nossa resposta: estas pessoas já foram crianças. Estivemos lá para animá-las e relembrá-las desta fase linda de nossas vidas (mesmo que para alguns esta fase não tenha sido tão boa assim) e também motivá-las a ensinarem as músicas infantis para seus netos e netas.

Noso agradecimento à Secretária Patrícia, que muito tem incentivado e reconhecido o Grupo BrinCação!

Escrito por Adonis Lisboa às 13h39
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14/03/2011


I SEMINÁRIO DE PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL DE BRUSQUE/SC

PALESTRANTE: José Leopoldo Vieira

Diretor do Centro Internacional de Análise Relacional e Análise Corporal de Relação CIAR, formado por André Lapierre – criador da Psicomotricidade Relacional (SIAC/França). Coordena o curso de Pós-graduação (lato sensu) em Psicomotricidade Relacional do CIAR/FAP (Brasil) e é professor do curso de mestrado em Psicomotricidade Relacional da Universidade de Évora (Portugal). Mestre em Educação pela UERJ e Pós-graduado (lato sensu) em Movimento Humano pela Boston University (EUA). Doutorando em Educação pela Universidade Federal de La Laguna (Espanha).

VAGAS LIMITADAS: 40 PESSOAS

DATA: 09/04/2011                  HORÁRIO: 08h às 12h / 14h às 18h

LOCAL: COMPLEXO EDUCACIONAL CULTURA/ENERGIA/YAZIGI

Rua Olga Tereza Carvalho de Ramos Krüger, 100

Bairro Jardim Maluche – Brusque – SC (Próximo à Ponte do Jardim Maluche)

 INVESTIMENTO: R$ 97,00

DEPÓSITO: Banco HSBC - Agência 0549 - C/C 07913-70

Enviar por e-mail o número do comprovante de depósito e ficha de inscrição até 05/04/2011.

 INFORMAÇÕES: gestaocursosbrusque@gmail.com

 CERTIFICAÇÃO:

Centro Internacional de Análise Relacional – CIAR / Faculdade de Artes do Paraná - FAP

 VESTIMENTA: roupa adequada para prática de atividade física (educação física).

 ORGANIZAÇÃO LOCAL:

Adonis Marcos Lisboa / Patrícia Floriani

E-mails: adonislisboa1969@yahoo.com.br / patricia.floriani@gmail.com

Escrito por Adonis Lisboa às 23h55
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08/03/2011


MÍSTICA E FÉ

MÍSTICA E FÉ

Adonis Lisboa

Para escrever este texto sobre Mística e Fé, não pesquisei o significado destas palavras em dicionários nem me servi de livros sobre estes assuntos. Fiz um exercício de reflexão. Busquei fazer uma síntese das coisas que li sobre estes temas, resgatando os conhecimentos em minha memória.

Ao falarmos em fé, quase invariavelmente lembramos de religião. Porém, quando mencionamos o termo mística ou místico, o mesmo não acontece. Parece estar aí, a marca de nossa cultura, associando, e de certa forma, restringindo fé à religião.

Fé em minha concepção é uma crença absoluta em algo ou alguém. Daí, não haver necessidade de provarmos empiricamente a existência de Deus a um religioso. Ele tem fé em Deus, ou seja, acredita na plena e inquestionável existência Dele. A partir disto, decorrem todos os benefícios e malefícios de uma religião.

Cito fé em algo ou alguém, porque podemos crer em um deus ou num amuleto. Indiretamente este objeto está representando uma manifestação de um deus. Ainda sobre os objetos, ressalto que a fé nestes é fator crucial para obtermos os benefícios desejados, pois a estátua de um santo para alguém, pode ser a própria materialização do santo, para outro pode ser apenas uma obra de arte. “Tua fé te curou”. Nestas palavras de Jesus, percebemos a importância da fé para as pessoas. Ele não quis para si os méritos da cura, tentou mostrar o poder que cada um possui.

Sem perder o foco sobre a temática deste texto, julgo importante um pequeno parêntese: para a ciência, a fé é algo negativo. Não refiro-me a crença do cientista em novas descobertas, que o motivará a continuar trabalhando para encontrá-las. Prejudicial para a ciência de modo mais amplo, pois se tivermos fé em alguma teoria, provavelmente a transformaremos num dogma e não a criticaremos mais, ou seja, não enxergaremos mais suas limitações e erros, conseqüentemente deixaremos de buscar sua evolução ou superação por outra teoria. Na ciência, duvide de tudo!

E o ateu, não tem fé? Neste texto, estou considerando fé, como sinônimo de crença, de convicção. Logo, o ateu pode não acreditar em um deus, entretanto ele pode ter uma fé poderosa em algo ou alguém, assim como o mais fervoroso dos religiosos. Acreditar independe de Deus. Contudo, talvez a negação de algo, já seja uma das afirmações de sua existência.

Sobre a mística, me sinto mais à vontade escrevendo sobre o místico, para mim, é aquele que personifica a mística (aqui não entendida como o feminino da pessoa do místico). Em minha concepção, o místico pode ser religioso ou não. Ele tem uma fé (crença) muito grande. É difícil falar de fé e mística como coisas separadas. Mesmo porque o propósito aqui não é dicotomizar. O místico pode ser ateu, pois sua fé independe de um deus. Aliás, sobre Deus, ouço descrições tão detalhadas e precisas, que me surpreendem. Nestas ocasiões sempre me pergunto (talvez seja o lado ateu de minha personalidade); esta pessoa já esteve com Deus realmente, para descrevê-lo assim tão precisamente, ou isto é fruto de sua imaginação? A mística do místico pode estar vinculada às coisas de seu cotidiano, aos seres que pertencem ao seu entorno. Tudo isto pode levá-lo às energias presentes no universo. O Absoluto, o Transcendente podem ser para ele um lugar e não alguém ou algo.

O verdadeiro místico e o verdadeiro crente, podem estar presentes na mesma pessoa ou em pessoas diferentes. Podem ser dois caminhantes por estradas diferentes, querendo chegar ao mesmo lugar. Mística e fé, podem ser duas faces da mesma moeda ou duas moedas com a mesma face!

Escrito por Adonis Lisboa às 19h55
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07/03/2011


INTERAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA DA FACULDADE AVANTIS

Foi muito divertida e gratificante a interação realizada no Curso de Educação Física da Faculdade Avantis nesta última sexta-feira. Participaram alunos das disciplinas de Psicomotricidade (I Fase - Prof. Adonis Lisboa) e de Jogos e Recreação (II Fase - Prof. Paulo Sérgio da Costa - Paulinho). Nos divertimos e acredito que tenhamos aprendido bastante também.

Meus parabéns aos alunos da II Fase que tiveram a idéia desta interação, inclusive com a arrecadação de alimentos para doação.

Também parabenizo aos alunos da I Fase que participaram com grande entusiasmo.

Beijo a todos e todas!

Escrito por Adonis Lisboa às 15h00
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SEMINÁRIO DE PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL EM BRUSQUE/SC

Olá pessoal!

No próximo dia 09 de abril será realizado em Brusque/SC o I Seminário Teórico-prático de Psicomotricidade Relacional com José Leopoldo Vieira, sucessor do criador desta metodologia, o francês André Lapierre.

É um evento imperdível e não destina-se apenas a professores. Tem contribuições relevantes para todos os profissionais da saúde e outras áreas de atuação profissional. Ou seja, para todos que desejem um aprimoramento profissional e principalmente, pessoal.

Informações pelo e-mail: gestaocursosbrusque@gmail.com 

Escrito por Adonis Lisboa às 14h26
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25/02/2011


A MÃE-AMIGA

A MÃE-AMIGA

Adonis Lisboa

Há mães que verdadeiramente devem ser chamadas por este nome. Porém, há mães que são não-mães. Mulheres que geraram crianças, mas não assumiram totalmente a maternidade. Talvez somente por isso, elas já tenham valor. Aliás, temos de refletir sobre o que as levou a serem não-mães.

Felizmente, para a beleza do mundo, há mães no sentido pleno deste termo. Seres que entregam a vida por seus filhos. Se possível, sofreriam todas as dores para não vê-los sofrer. Mulheres que fazem e dão tudo, para evitar a frustração de seus queridos. Mas, estas talvez ainda não sejam as mães que a humanidade necessita.

A mãe para um mundo mais justo e harmonioso, talvez seja, a Mãe-Amiga. Aquela que faz maternidade e amizade caminharem juntas.

A mãe que dá a vida por seu filho, porém, deixa-o viver a sua.

A mãe que sofre com o sofrimento do filho, mas não sofre por ele. Pois a dor faz parte da vida, e como amiga, aconselha e ensina seu filho ou filha a aprender com os erros e sofrimentos.

A mãe que elucida e ilumina a situação, mas como amiga, não decide por seu filho. Pois sabe que a caminhada é solitária e a decisão, responsabilidade de cada um.

A mãe que diz sim, sempre que possível, e diz não, quando necessário. Pois sabe que o limite materno e amigo é menos doloroso que a punição social.

A mãe que chora a partida de seus filhos, porém sabe que não os criou para si, e sim, para o mundo. Assim, como amiga, sabe que a distância que os separa é o que mais os aproxima.

A mãe que dá plena liberdade a seu filho. Respeita sua privacidade, entretanto, na condição de amiga, quer ter respeitada sua privacidade também.

A mãe que por ser mãe, quase esquece de ser mulher. Mas como amiga, sabe que precisa deste outro aspecto de sua vida, pois os filhos partirão um dia, e lhe restará apenas seu companheiro, o qual ela ama e cultivou por toda uma vida.

A mãe que contrariamente à amiga, não vê os filhos crescerem. Mesmo adultos, continuam, a seu ver, o menino e a menina que ela toma no colo e afaga delicada e amorosamente.

A mãe que por ser mãe, é santa. Mas que enquanto amiga, sabe de suas limitações e erros. O que lhe facilita compreender e perdoar os erros de seus amados e amadas.

A mãe que protege seus filhos em todas as circunstâncias. Contudo, por ser amiga, age com justiça e os responsabiliza por seus atos.

A Mãe-Amiga é a mãe que a humanidade precisa e que os filhos por toda sua vida hão de agradecer.

A Mãe-Amiga é aquela, que de tanto amor, não é mãe nem amiga, é na verdade, a plena manifestação de Deus.

Escrito por Adonis Lisboa às 15h15
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TERCEIRA FASE DE PEDAGOGIA UNIFEBE

Dia 24 de fevereiro foi o terceiro encontro da disciplina de Atividade Física, Jogos e Recreação do Curso de Pedagogia da UNIFEBE (Brusque/SC) onde pudemos, mais uma vez, explorar situações de aprendizagem, tanto no campo teórico quanto no prático. Aliás parabéns às meninas e aos meninos pela alegria e empenho nas atividades práticas.

E isto aí meninas e meninos, quanto mais conhecerem sobre a corporeidade e a ludicidade, mais descobrirão a riqueza do ensino que valoriza o corpo e o inclui verdadeiramente na jornada ao conhecimento.

Os alunos, não importa a idade, necessitam jogar mais e terem sua corporeidade inserida em seu processo de aprender.

Beijo a todas e todos!

Escrito por Adonis Lisboa às 14h27
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15/09/2010


TRABALHO APRESENTADO NO CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOMOTRICIDADE 2010

A PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTRIBUIÇÕES PARA UMA NOVA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO

 

Adonis Marcos Lisboa

Centro Educacional Cultura / Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR)

Patrícia Floriani

Centro Educacional Cultura / Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR)

 

Apresentamos um relato da experiência vivenciada com alunos de primeiro ano do Ensino Fundamental do Centro Educacional Cultura (Brusque/SC). Nesta escola aplicamos na Educação Física a proposta curricular de Freire e Scaglia. Em 2009 implantamos a Psicomotricidade Relacional no currículo do primeiro ano do Ensino Fundamental. Inicialmente, os alunos tinham duas vezes por semana aulas de Psicomotricidade Relacional durante o primeiro semestre letivo. No segundo semestre ministravam-se os conteúdos referentes à proposta de Freire e Scaglia. No ano seguinte, modificamos isto novamente, implantando somente a Psicomotricidade Relacional como conteúdo do primeiro ano. Objetivo: Demonstrar a aplicação de uma proposta diferenciada para a Educação Física do Ensino Fundamental, tendo como fundamento para essa proposta a Psicomotricidade Relacional. Metodologia: aulas de 45 minutos duas vezes por semana, realizadas no ginásio de esportes. Previamente a professora escolhe os materiais que serão utilizados, podendo ser mantidos ou alterados na semana seguinte, dependendo das necessidades e aproveitamento da turma. A aula divide-se em três partes: ritual de entrada, desenvolvimento e ritual de saída. Para participar das sessões há três regras básicas: não se machucar, não machucar os outros e não danificar a estrutura ou os materiais, todas três de modo intencional. A professora atua como mediadora e parceira nas atividades realizadas pelas crianças. As observações são registradas em um diário de campo e/ou em filmagens. Resultados: no início desta proposta os alunos demonstraram agitação e ocorreram vários conflitos. Nos rituais de saída às crianças expressavam seus sentimentos. Aos poucos perceberam a necessidade de inserir outra regra: não invadir o espaço do outro ou pegar seus materiais sem seu consentimento. No primeiro semestre as crianças puderam utilizar toda a quadra. No segundo, somente a metade dela. Percebemos que a partir do segundo semestre as próprias crianças corrigiam os colegas que infringiam as regras. A utilização dos materiais acontecia na forma de manipulação dos objetos, individualmente ou em pequenos grupos. Gradativamente, utilizaram-nos de maneira simbólica e/ou para realizarem construções mais elaboradas. O adulto disponibilizava-se corporalmente e participava como parceiro simbólico dos jogos das crianças. Bimestralmente realizavam-se representações gráficas, por meio de desenhos, como auto-avaliação das crianças sobre sua participação nas aulas. Considerações finais: modificamos o currículo do primeiro ano, visto que os alunos de nossa escola frequentam aulas de Psicomotricidade Relacional na Educação Infantil. Pelos resultados que temos percebido em nossos alunos, recomendamos a implantação da Psicomotricidade Relacional no Ensino Fundamental, mesmo para as escolas nas quais os alunos não a vivenciaram em seu período de Educação Infantil.

Escrito por Adonis Lisboa às 14h25
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TRABALHO APRESENTADO NO CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOMOTRICIDADE 2010

 

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL:

UMA EXPERIÊNCIA APLICADA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

                 

Adonis Marcos Lisboa

Centro Educacional Cultura / Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR)

Patrícia Floriani

Centro Educacional Cultura / Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR)

 

Este trabalho refere-se à experiência aplicada de Psicomotricidade Relacional com crianças da Educação Infantil. A mesma teve início em março de 2007 e permanece em execução. É um projeto permanente desenvolvido no Centro Educacional Cultura (Brusque/SC). Atualmente a Psicomotricidade Relacional faz parte do currículo da Educação Infantil desta escola. Objetivo geral: contribuir para o desenvolvimento biopsicossocial da criança pertencente à Educação Infantil por meio da Psicomotricidade Relacional. Metodologia: classificamos este projeto como uma pesquisa-ação. É aplicado uma vez por semana, em sessões de 60 minutos, com exceção do Maternal que são de 45 minutos. No período de 2007 e 2008 as sessões duravam 30 minutos, em 2009 aumentaram para 45 minutos. As turmas que participam do projeto são compostas por crianças de 2 a 5 anos de idade. Algumas professoras regentes (de sala) acompanham a turma durante as sessões. A professora que coordena as sessões atua como mediadora e parceira nas atividades realizadas pelas crianças. Nas sessões há três regras básicas: não se machucar, não machucar os outros, incluindo a professora e não danificar a estrutura ou os materiais, todas três intencionalmente. As observações sobre as turmas são registradas em um diário de campo e por meio de filmagens. Resultados: percebemos a evolução das turmas, constatando sua passagem pelas fases psicomotoras da inibição, agressividade, domesticação, maternagem, agressividade simbólica, jogo e independência. Este processo não aconteceu de maneira linear, mas por meio de avanços e retrocessos e novos avanços. Encontramos na mesma turma crianças em fases diferentes, algumas evoluindo mais rapidamente que outras. Foi possível respeitar essas diferenças, estes tempos diversos de aprendizagem individual, sem prejudicar o processo evolutivo geral da turma. Até o momento, as crianças do Maternal, atingiram a fase de domesticação, que possibilita expressarem suas pulsões agressivas. As crianças do Jardim I conseguiram alcançar a fase da agressividade simbólica, apresentando uma interação mais lúdica com os materiais e a professora. As turmas do Jardim II e III chegaram à fase final do processo, realizando construções elaboradas e vivenciando de modo espontâneo e autônomo o jogo simbólico, este, privilegiado em todas as sessões, bem como o jogo espontâneo. Considerações finais: constatamos essas mudanças durante o ano em que as crianças realizaram a Psicomotricidade Relacional, mas principalmente, percebemos que os avanços foram significativos quando observamos de forma longitudinal estes alunos. Como as sessões envolvem as três dimensões constitutivas das crianças, ou seja, a bio, a psico e a social, as contribuições são notadas numa globalidade, o que reforça a importância da Psicomotricidade Relacional como um elemento importante para a Educação Infantil.

 

Escrito por Adonis Lisboa às 14h21
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25/07/2010


LETÍCIA DE CAMBORIÚ

Oi Letícia,

Deixei um dvd em Camboriú, lá você poderá encontrar as melodias dos brinquedos cantados. Também deixei as letras deles e outros materiais em arquivos que podem ser reproduzidos. Qualquer coisa entre em contato pelo meu e-mail - adonislisboa1969@yahoo.com.br

Escrito por Adonis Lisboa às 20h12
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20/05/2010


OFICINA DO GRUPO BrinCação

 

OFICINA PARA PROFESSORES

 

“Os brinquedos cantados como apoio pedagógico”

Ministrantes: Adonis Lisboa e Grupo BrinCação

Data: 22/05/2010

Horário: 8:00 às 12:00h

Local: Centro Educacional Cultura – Jardim Maluche – Brusque/SC (Antigo Colégio Potencial)

Investimento: R$ 40,00 (Certificação pelo CENSUPEG)

Inscrições: Via e-mail até 20/05/2010 e pagamento no local do evento.

Informações:

gestaocursosbrusque@gmail.com

8849-4262 (Patricia Floriani)

8829-2761 (Adonis Lisboa)

Escrito por Adonis Lisboa às 11h40
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16/03/2010


SOBRE PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

 

Adonis Marcos Lisboa

Mestre em Ciências do Movimento Humano

 

 

A Psicomotricidade Relacional é uma linha da Psicomotricidade criada pelo educador francês André Lapierre na década de 1970. Como o próprio nome diz, esta área enfatiza a relação entre as pessoas, psicomotricista-aluno, aluno-aluno. São três suas áreas de atuação: a educação, a reeducação e a terapia. Para as três há necessidade de uma formação específica, porém para a última há necessidade de maior aprofundamento na formação pessoal do psicomotricista relacional.

As aulas de psicomotricidade relacional são realizadas em salas amplas ou ginásios (menores) que tenham um piso adequado para sua realização, que seja agradável ao contato e quando possível, que as mesmas contenham espelhos. Nessas sessões os alunos pode criar livremente seus jogos com os materiais disponibilizados. Tais materiais são: bolas, arcos, cordas, tecidos, caixas, almofadas, bastões, jornais, dentre outros. Dessa forma, investe-se no jogo simbólico, no desenvolvimento da imaginação, esta última, o grande diferencial do homem em relação aos outros animais. O aluno age livremente, sem a ordem imposta pelo adulto. Ele pode desenvolver sua autonomia.

Nas aulas, quando a criança realiza algo que se julga inadequado é evitada a sua culpabilização. Os conflitos são mediados sem que a mesma sinta-se culpada, pois ela já sofre com freqüência a repressão em outros ambientes. No transcorrer das sessões evita-se o uso da linguagem verbal, prima-se pela linguagem não-verbal. Isso incentiva a criança a utilizar outras formas de comunicação e expressar suas emoções – boas ou más – para buscar harmonizá-las. Nessas aulas o jogo no seu sentido mais pleno é privilegiado. Nelas também se investe na elevação das formas de pensamento, levando a criança das ações práticas às representações mentais, às abstrações. Ou seja, aquilo que a criança realizou corporalmente ela representará simbolicamente por meio de desenho, texto, escultura, oralidade ou outra forma de representação.

A Psicomotricidade Relacional objetiva estimular as potencialidades criativas da criança, contribuir para que ela supere suas dificuldades de relação e de aprendizagem e desenvolva-se satisfatoriamente em suas variadas dimensões humanas.

Março/2010

Escrito por Adonis Lisboa às 20h03
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01/03/2010


AULA COM METODOLOGIA DIFERENCIADA

Caros amigos, descrevo abaixo o exemplo de uma aula que utiliza uma didática diferenciada. Essa aula está fundamentada na obra de André Lapierre e Bernard Aucouturier que estimulavam a educação vivenciada. Nesse tipo de atuação buscamos levar nossos alunos da ação à representação, do concreto ao abstrato. O incrível é que isso é possível em qualquer disciplina, com qualquer conteúdo. Basta que o professor, realmente, deseje inovar e oferecer uma aprendizagem significativa para seus alunos.

DESCRIÇÃO DE UMA AULA SEGUINDO A METODOLOGIA

DA PSICOMOTRICIDADE  RELACIONAL

 

Adonis Marcos Lisboa

Mestre em Ciências do Movimento Humano

 

Público-alvo: Turma com alunos de diversas idades

Temática da aula: Som / Ritmo

 

Ritual de Entrada:

O professor reúne-se com os alunos em círculo e questiona se alguém quer fazer algum comentário sobre a aula anterior. O professor também fará alguma relação dessa aula com a anterior. Depois disso, o mesmo apresenta a temática da aula e já instiga os alunos  sobre o que conhecem a respeito desse tema.

 

Desenvolvimento das atividades:

Atividade 1

O professor iniciará questionando:

“O nosso corpo tem um som próprio? Que sons existem em nosso corpo?”

Ajudar os alunos a auscultarem os sons de seu corpo (coração, respiração, aparelho digestivo). O professor pode para essa atividade utilizar um estetoscópio.

Após esse momento, os alunos podem ser questionados sobre que sons e ritmos cada um consegue produzir com seu corpo. Buscar as mais diversas possibilidades de descoberta dos sons e ritmos.

Seguindo essa perspectiva o professor questionará: “Que sons vocês podem produzir no  e com o corpo do seu colega?”

Após realizarem essa experiência, os alunos serão instigados pelo professor a encontrarem sons e ritmos não apenas em duplas e sim em grupos, até que se encontre um som e um ritmo harmônico entre o grande grupo. Essa produção será feita utilizando somente o corpo, podem ser palmas, batidas, gritos, vocalizações, onomatopéias, cantos, dentre outros. Não será utilizado nenhum tipo de material.

Durante toda a atividade o professor acompanhará os alunos, instigando-os, questionando, incentivando ao grupo para repetirem as descobertas mais relevantes. Reconhecendo e valorizando as produções de cada aluno e do grupo.

Para finalizar essa atividade dinâmica o professor realizará um relaxamento com o grupo, preferencialmente, buscando a imobilidade e o aperfeiçoamento da consciência corporal de cada aluno. Pode nesse momento solicitar que ouçam uma música tranquila que tenda para a monotonia melódica.

Em seguida a essa atividade pode-se realizar uma representação do que foi vivenciado pelos alunos. O professor poderá colocar à disposição dos mesmos vários materiais como folhas de cartolina, papel de vários tipos, giz de cera, caneta esferográfica, lápis, massa de modelar, lápis de cor e outros mais que estejam disponíveis para que eles optem por que tipo de representação queiram realizar ou disponibilizar apenas um tipo de material. Isso dependerá do objetivo que pretende atingir para a aula em questão. Nessas representações o professor buscará relacioná-las com as noções fundamentais que estão na base das aprendizagens escolares das diversas disciplinas.

Num primeiro momento os alunos representam o que vivenciaram. À medida que progridem na compreensão e adaptação à essa metodologia, eles passarão em alguns momentos da representação a vivência, ou seja, inicialmente criam os ritmos imaginativamente, representam-nos de alguma forma concreta e após buscam vivencia-los corporalmente. Dessa forma podem perceber o que é e o que não é possível realizar no campo corporal e as adaptações que são necessárias para tornar esses ritmos realizáveis.

 

Atividade 2

O professor oferecerá aos alunos materiais diversos ou um material específico para realizarem a mesma sequência que realizaram na atividade anterior. Inicialmente encontrando ritmos e sons individuais até chegarem a ritmos e sons coletivos. Os materiais disponibilizados podem ser bolas, cordas, bastões, tambores, bombonas, enfim, dependendo da proposta do professor quase todo material pode oferecer possibilidade de

criação rítmica e sonora.

Em relação ao relaxamento e à representação seguir-se-á a proposta da atividade anterior.

 

Atividade 3

Essa atividade será desenvolvida com o objetivo de explorar ainda mais a capacidade criativa e abstrativa dos alunos. Nessa parte da aula os mesmos poderão expressar sua os sentimentos vivenciados durante a aula e aqueles suscitados nessa. O professor proporá que eles representam o que vivenciaram por meio do desenho, do discurso, da escultura, do texto, enfim, da maneira que se sentirem mais à vontade. Cabe aqui uma ressalva, o professor deverá oferecer diversas formas de expressão e também levar a cada aluno experimentar essas formas diferenciadas e não permanecer em apenas uma.

 

Ritual de saída:

Para encerrar a aula, o professor reúne-se com os alunos em círculo, ou noutra forma que no momento julgar mais adequada, promove então uma conversação coletiva, objetivando levar a tomada de consciência das vivências e aprendizagens realizadas na aula. Dentro do possível todos os alunos são solicitados a comentar a aula ou algo que julguem interessante para o momento. Quando não for possível que todos falem, devido ao tempo, o professor elencará alguns e oportunizará os outros numa próxima aula. Essa parte da aula é essencial e não pode ser negligenciada.

Escrito por Adonis Lisboa às 23h30
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30/11/2009


AÇÕES DE AMOR

Adonis Lisboa

 

 

 

No teu olhar

Escrevi meu nome

Saciei a fome

De um amor

Incondicional

 

Pra te olhar

Transgredi valores

Superei temores

Só pra te amar!

 

No teu colo

Pisei no solo

Movediço da paixão

Ah! Paixão

Quem tomará conta de nossos corações?

Escrito por Adonis Lisboa às 00h39
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PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

 Adonis Marcos Lisboa

 

A Psicomotricidade Relacional é uma linha da Psicomotricidade criada pelo educador francês André Lapierre na década de 1970. Como o próprio nome diz, esta área enfatiza a relação entre as pessoas, professor e aluno, psicomotricista e paciente. São três suas áreas de atuação: a educação, a reeducação e a terapia. Para as três há necessidade de uma formação específica, porém para a última há necessidade de maior aprofundamento e de terapia pessoal do psicomotricista.

As aulas de psicomotricidade relacional são realizadas em salas amplas ou ginásios (menores) que tenham um piso adequado para sua realização, que seja agradável ao contato e quando possível com espelhos. Nessas sessões o aluno pode criar livremente seus jogos com os materiais disponibilizados, que são: bolas, arcos, cordas, tecidos, caixas, almofadas, bastões, papéis, dentre outros. Dessa forma, investe-se no desenvolvimento da imaginação, que é o grande diferencial do homem em relação aos outros animais. O aluno age livremente, sem a ordem imposta pelo adulto. Ele pode desenvolver sua autonomia.

Nas aulas, quando a criança realiza algo, que se julga inadequado, é evitada a sua culpabilização. Os conflitos são mediados sem que a mesma sinta-se culpada, pois ela já sofre com freqüência a repressão adulta. No transcorrer das sessões evita-se o uso da linguagem oral, prima-se a linguagem não-verbal. Isso incentiva a criança a utilizar outras formas de comunicação e expressar suas emoções – boas ou más – para buscar harmonizá-las. Nessas aulas o jogo no seu sentido mais pleno é privilegiado. Nas aulas também se investe na elevação das formas de pensamento, levando a criança, das ações práticas às representações mentais, ou seja, aquilo que a criança realizou corporalmente ela representará simbolicamente por meio de desenho, texto ou outra forma de representação.

A Psicomotricidade Relacional objetiva estimular as potencialidades criativas da criança, contribuir para que a mesma supere suas dificuldades de relação e de aprendizagem e desenvolva-se satisfatoriamente em suas variadas dimensões humanas.

Escrito por Adonis Lisboa às 00h36
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